INSTITUCIONAL
CONHEÇA A ECOKID
NOSSOS SERVIÇOS
ONDE ESTAMOS
FAÇA SEU CADASTRO
VÍDEOS
LIVRO
2ª OPINIÃO
CONVÊNIOS
DICIONÁRIO
ECOCARDIOGRAFIA FETAL
ECOCARDIOGRAFIA INFANTIL
LINKS
  FESTA DAS MÃES
2009, to dentro
7º ENCONTRO 2008
Fotos do 6º Encontro
FOTOS DO 5º ENCONTRO 2006
8° Encontro 13/12/09
 UTILIDADES
INFORMAÇÕES AO MÉDICO
CURSOS
PALESTRAS
NOTÍCIAS
CLUBE DE MÃES
GALERIA DE FOTOS
DICAS IMPORTANTES
NEWSLETTER
RECADASTRAMENTO


Em 1985, quando cheguei na América para realizar minha especialização em ecocardiografia pediátrica e fetal, meu primeiro filho Victor tinha 5 meses. O inverno em Boston rapidamente chegou e com ele o martírio de entreter uma criança engatinhando e aprendendo a andar, trancada em casa por causa da neve. Ai que saudade do meu país quentinho, pensava eu! A única opção era a televisão, com muita "Vila Sésamo", que eu assistia com o meu filhote sempre que possível.

Logo me chamou a atenção a quantidade de entidades beneficentes que faziam campanhas de doação de fundos para ajudar crianças com câncer, leucemia, doenças genéticas, paralisia, etc. Ao longo de dois anos percebi que grupos de mães e pais se reuniam em associações sem finalidade lucrativa com o objetivo de repartir experiências e se ajudar mutuamente. A razão era simples: NÃO SE SENTIR SÓ! Quem melhor para entender a doença de um filho do que outra família que passa ou passou pela mesma coisa? Quem melhor poderá ajudar uma mãe desesperada de medo de perder seu filho cardíaco, senão aquela, que já trilhou o incerto caminho das cirurgias de alta complexidade e saiu vitoriosa?

Percebi que ao passar a diagnosticar, cada vez mais casos de gestantes, em cujo ventre crescia um bebê com o coraçãozinho doente, além da minha ajuda médica senti que era preciso mais. Lembrei das associações americanas, e sempre que um caso era bem sucedido, pedia para aquela mãezinha aceitar dar o número de seu telefone para dividir suas experiências com outras gestantes cujos bebês tivessem problemas semelhantes, desesperadas com a descoberta que o tão esperado bebê "normal" não viria. Dessa forma, formou-se pouco a pouco um círculo do coração, que tomou forma e se reuniu em um grupo pela força e união da Tula, que conheceu a Silvia, que ligou para a Gislene, que ligou para a...

Bem, o tempo passou, meu bebê Victor já tem 19 anos e ver essa meninada crescendo é a minha maior recompensa. As buchechinhas do Paulinho, as peraltices do David e a lindurinha que ficou a Tauana, após tanto trabalho que deu para comer! Quando os ouço me chamando de "Dotola Lila", alegres e brincando, acho que a vida foi e sempre será, um milagre conquistado todos os dias pela coragem dessas crianças que tão cedo enfrentaram dores, privações e limitações. Que Deus os abençoe e abençoados sejam seus pais!



 
03/10/2006
Revista: Avanços da medicina auxiliam gestação
MALU ECHEVERRIA da Revista da Folha
 
08/11/2005
Sedentarismo e muito computador também causam doença
Da Folha de S.Paulo
 
23/10/2005
Coração do feto deve ser acompanhado
São Paulo, domingo, 23 de outubro de 2005 FOLHA DE S.PAULO cotidiano
 
23/10/2005
Diagnósticos precoces
23 de outubro de 2005 FOLHA DE S.PAULO equilíbrio